quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Badassidade.


Caralho, vou começar com um palavrão pra enfatizar meu nivel de descoladez, assim garantirei o post inteiro fazendo-os pensar que de fato sou...descolada.

Hoje, baseando-me em minhas preocupações de que nessa semana terei que ver uma certa pessoa que me odeia e que me trata como lama, eu desenvolvi uma teoria.


O negócio é assim, as pessoas são divididas em dois grupos.

No grupo numero um estão os famosos badasses: pessoas que não levam desaforo pra casa e que não admitem serem tratadas como vermes.

E no grupo numero dois, estão os chamados maricas: Pessoas como eu.


Já fui humilhada tantas vezes que nem se eu contasse todas as minhas alergias e problemas respiratórios o numero seria tão alto quanto o de humilhações passadas.

E nunca consegui dar nenhuma resposta menos patética do que um "hm"
Na verdade, na maioria das vezes eu apenas ficava calada, esperando a pessoa parar de cuspir enquanto gritava na minha face.

E depois caminhava cabisbaixa, vagarosamente em direção ao banheiro da escola.
Ainda me recordo, segunda cabine da direita para a esquerda onde tinha uma marca de batom rosa na parede, era a melhor cabine para chorar.

Acontece que eu já cansei disso, queria ter coragem de xingar as pessoas filhas da puta, meter um murro na cara delas e não ter medo de levar um também.
Mas fatos me fazem crer que eu não fui destinada a ser uma pessoa assim, começando pelo meu signo, câncer.

Câncer nada mais é do que o signo mais maricas, zoado e anti-tesão de todos.
Pela descrição, os cancerianos são : "amorosos, companheiros, carentes, românticos, chegados na família e completamente sentimentais."
Puta que me pariu!

E eu choro muito facilmente também, não sei porque, as lágrimas brotam do nada, é como se fosse uma incontinência urinaria ocular ou algo assim.
Outro dia eu matei uma aranha, e chorei.

Outra razão pela qual eu provavelmente nunca serei badass é que toda a minha família é badass menos eu, ou seja, eu sou a ovelha negra e não há volta para ovelhas negras.

Citarei como um exemplo a minha mãe, cara... a minha mãe, aquela que descascava cebolas com os dentes e cuspia gergelim nos olhos das criancinhas pobres.
Ok, ela não fazia isso, mas eu quis dar uma introdução bacana.

Minha familia vive me contando estórias dela, uma delas que é a minha predileta conta que certa vez, minha vó estava varrendo a calçada de casa, e um cara que era apaixonado por ela (Naquela época minha vó era um broto e todos queriam come-la) chegou e começou a xingar ela bizarramente só porque ela não dava bola pra ele.
Minha mãe que estava em casa, ouviu o cara xingando; então ela abriu a porta num estrondo e saiu de casa em camera lenta ao som de "bad to the bone", pegou o cara pelo colarinho e ergueu ele do chão e disse "se tu falar mais alguma merda pra minha mãe, olha bem pra mim, eu vou atrás de ti e arrebento tua cara, entendeu?"
O cara acenou a cabeça rapidamente num "sim" e quando minha mãe o soltou, ele saiu andando em passos rápidos pra casa.

Outro dia minha vó estava na fila da lotérica pra pagar suas contas de gente idosa e um cara chegou e furou a fila dela, minha vó (como toda a minha familia) faz parte do grupo um, então ela fez o que pessoas do grupo um normalmente fazem nessa situação, foi tirar satisfações com o cara, e ele, que também fazia parte do grupo um, começou a xingá-la de ... coisas.
Assim que a briga começou eu rapidamente recolhi minhas nádegas em uma cadeira que estava proxima e fiquei encarando a discussão com o meu famoso olhar de "pinscher surpreso".
Fingindo que não tinha nada a ver com aquela senhora que ameaçava cuspir no homem de camisa verde musgo.

É, eu não puxei a minha mãe.

Acontece que... eu estava com um guarda- chuva enorme na mão e durante toda a briga eu cogitei a possibilidade de me levantar, correr até o homem, entonando meu grave mais grave e atingi-lo fortemente no saco escrotal, mas não o fiz, porque como eu já disse, faço parte do segundo grupo de pessoas.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Dentes mal amados fazem "CABAM"

Acabei de adicionar á minha vida sem significado, o hábito de escovar os dentes de 5 em 5 minutos.
Tudo começou numa tarde qualquer, quando pequenas pombas saltitavam na calçada e curtiam suas jovens vidas de pomba.
Lá estava eu no meu quarto, acessando meus sites de sempre (www.gaymenarehot.com)
mascando chiclete como um bode solitário sem muitas aspirações na vida, quando de repende "CABAM!" (usei "cabam" por falta de onomatopéias mais adequadas).

Senti uma forte dor no meu dente, não exatamente no meu dente, não sei, meus conhecimentos de biologia me limitam nessa parte da história.
Eu, como qualquer pessoa digna, choraminguei sozinha num canto por alguns minutos.
Me uni de toda a força e tempo para descobrir o que estava havendo. (Ignorei e comi outro chiclete).
Hoje, fui almoçar fora num daqueles pequenos pedaços do inferno nos quais não duvido de que o próprio Satan seja o gerente, também chamado de "restaurante por quilo"
e dessa vez meu dente doeu mais do que o normal.

Fomos então num dentista, mas hoje era um dia especial e nós não pudemos ser atendidas, o chamado "Dia da cirurgia e implantes" quando todas as pessoas que perderam seus pobres dentes para micoses de boca, como eu costumo chamar, se unem em uma sala de espera com revistas sobre a novela para terem suas vidas mudadas.

Tentamos marcar consulta para segunda, e a moça disse que só tinha para terça, minha como sempre, não se contentou.
Decidiu então usar de seu grande poder "fazer drama para conseguir o que quer".

Ela chegou na moça e disse com aquela famosa expressão facial de velho que está com fome mas acabou de descobrir que não tem mais mingau de aveia. -"Poxa mocinha, minha menina está com muita dor" (minha me cutucou para que eu fizesse cara de quem estava com muita dor)
Eu fiz cara de quem estava com muita dor.
-"Os olhos dela lacremejavam lá no restaurante, de tanta dor, pobrezinha"

Na verdade estavam lacremejando pelo pedaço de toucinho podre que se encontrava no meu feijão e que eu acidentalmente mordi.

A moça fez uma careta ou duas e nos marcou pra segunda-feira ás 9:30 da manhã, eu e minha nos demos um high five mental.
Depois de lá fomos na farmácia comprar enxaguante bucal, porque eu realmente sentia que precisava de alguma coisa que fizesse bem para meu dente, como pedido de desculpas.

Fomos comprar o Listerine, eu batutei comigo mesma qual seria meu plano para fazer minha de fato, comprar Listerine ao inves de outros enxaguantes bucais, tais como "boca limpinha", "dentes bacanas" ou "sorriso de cristal", já que ela provavelmente tem algo contra boas marcas.

Quando eu a estava quase convencendo, no meio da minha palestra de como o Listerine matava bacterias e acabava com as placas, e tudo o mais, a moça que trabalhava lá chegou e nos interrompeu.

E então ela disse "Ora, porque vocês não compram esse aqui? *aponta para o "boca limpinha"*
Minha face faleceu e tomei a expressão de uma mula cansada.
"É bem mais barato, tem 50 ml a mais e é a mesma formula".
Minha obviamente, adorou tudo aquilo "Minha nossa, 50 ml? Diga mais, diga mais"
Eu então calhei de usar toda a minha má educação aprendida em filmes sobre adolescentes rebeldes, coloquei Iron Man do Black Sabbath pra tocar na minha cabeça, tomei o frasco da mão da mulher e disse unindo toda a grosseria de um esquilo que acabou de ter sua noz roubada por esquilos mais fortes -"Ora, Dolly de cola tem a mesma formula da Coca-cola, qual dos dois você acha que é o melhor?"

E devolvi o "boca limpinha" para a prateleira.
Saí de lá me sentindo mais badass do que quando chamei a mãe da Jéssica Aparecida de burra na segunda série.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Post gigante que me proporcionará machucados dolorosos.


Por um milagre da divindade dos céus, ou apenas pelo fato de eu ter tomado café puro de manhã e ter passado quase uma hora assistindo uma palestra sobre redação em algum canal cultural aberto da tv, estou com vontade de escrever hoje.
"Como encherás nossas mentes com pura literatura divina nesta linda manhã, Jéssica, minha cara?"
É o modo como um cavalheiro inglês da época vitoriana tentando me xavecar me perguntaria o que vocês devem estar perguntando no momento. (ou não, provavelmente não).

Suspeito que minha falta de auto-afirmação e necessidade de sociabilizar com pessoas dignas de se trocar algumas palavras sem se sentir altamente suja e desesperançosa me fez chegar ao nível mais baixo de carência, escrever sobre mim.
Eu sei, eu pensei a mesma coisa, eu sempre escrevo sobre mim, logo chegamos a conclusão de que minha falta de auto-afirmação e minha vida social com pessoas basicamente aceitáveis está abaixo de zero.


Mas é melhor eu começar a economizar letrinhas de cor rosa arroxeado de fonte verdana, tamanho normal, e ir direto ao assunto.
Sou uma pessoa perturbada.
Acho que muitas das pessoas que seguem meu blog já tiveram essa conclusão tomada a alguns meses atrás.

Acho que tudo começou no dia 6 de Abril de 2001 (ou 28 de outubro de 2005) teve um churrasco, e a minha família estava toda reunida; tios, tias primos, primas, essa gente desnecessária, tudo estava claramente tedioso, criancinhas se lambuzando com a gordura da carne do pobre boi, os adultos conversando sobre mulheres, relacionamento, politica, cerveja, e a novela da Recor, tudo como deveria estar... até que... TADAM!

A filha da minha tia sumiu, ela tinha uns 3 anos, e ninguém sabia onde ela estava, todos procurando por ela feito loucos com doença no pâncreas, e por algum motivo aquilo tudo me animou, pessoas chorando, todos eufóricos de um lado para o outro, procurando a tal criança... tudo me pareceu engraçado, me lembrou um tanto aqueles filmes de drama antigos onde criancinhas caiam em buracos e nunca mais eram encontradas.

Mas no fim das contas encontraram a garota, e de repente todo aquele meu entusiasmo foi para o ralo da decepção, e tudo voltou ao normal, os adultos retomaram suas conversas imbecis, as crianças voltaram a rolar na grama, tudo ficou calmo e sem graça novamente.
A conclusão disso é que, ou eu sou muito sádica, ou eu realmente detestava a minha prima, ou estava sedenta por algum tipo de aventura.

Eu não sei se continuo me alegrando com repentinos desaparecimentos infantis, mas hoje em dia eu tenho desejos esquisitos.
Ok, não vá pensando em coisas do tipo "suruba com animais selvagens raivosos" ou sei lá, mas um exemplo é que eu queria muito ser homem, e tenho a maior certeza de que todo mundo que lê meu blog (novamente)
já tiveram essa conclusão tomada a alguns meses atrás.
E como já dito, eu não sou lésbica, muito pelo contrario, eu tenho esse desprezo imbecil sem motivos, por mulheres, não por algumas mulheres, mas pela raça em si. -q
Já falei sobre mulheres varias vezes no meu blog, mas nunca usei metade de um post para mostrar minhas opiniões insignificantes, então lá vou eu.

Elas simplesmente me irritam, eu não acho mulheres charmosas, nem engraçadas, na verdade é MUITO difícil você encontrar uma mulher engraçada, elas sempre estragam tudo, nos filmes, seriados, elas só estão presentes para encher linguiça ou atrapalhar, que nem fizeram no sherlock holmes, arruinando os laços gays do Watson com o Sherlockinho ;_;
Mas é claro que não estou generalizando, não mesmo, ok? Porque é claro, eu conheço várias mulheres muito melhores do que alguns homens por aí.

Por isso, leitorAs do meu blog, não me odeiem, e vocês foram avisadas que eu sou perturbada no inicio do post, só continuaram a ler por pura vontade, não me culpem pelos meus distúrbios filosóficos sem sentido.

Eu acho homens mais legais, mais engraçados, mais charmosos, mais bonitos, e tudo o mais.
É claro que existe aquela coisa chata de dizer que mulheres amadurecem mais rápido do que os homens, sabem?
E isso pode até ser verdade, mas pelo amor de Deus, quem realmente acha que amadurecer é divertido? Pode ser necessário, mas não é nada divertido, e isso tudo só prova o que já foi dito, mulheres não tem graça
(mais uma vez, e para a minha segurança, não estou generalizando).

E tem aquelas mulheres que batalharam pela sua própria independência e que dizem que parir e se depilar são coisas que homens não aguentariam, tudo bem, eu também acredito que a mulher pode ter essa força maior do que os homens, já que eles em sua maioria (não estou generalizando) são preguiçosos e desinteressados, mas quero salientar que não estou discutindo o nível de limitações e crescimento individual de ambos os sexos, estou apenas alegando que homens são mais divertidos.

Ontem eu fui no cabeleireiro e tinha uma mulher lá, com sua filha, e a menina estava sentada com as pernas abertas, toda relaxada no sofá de espera, e a mãe disse "Filha, sente direito, você é uma mocinha".
Isso simplesmente me matou, me lembrou de toda a minha infância de vestidinhos, babados, arquinhos cor de rosa, e tudo o mais, óh Deus porque?
O pior de tudo é que se você usar as roupas legais dos homens, e cortar o cabelo curtinho e agir feito eles, logo você será taxada (e com razão) de sapatona, lésbica ou coladora de velcro.

O pior de tudo em ser mulher é que mulheres (não estou generalizando) tem que ser bonitas, porque é o que os homens mais se importam, beleza (não estou generalizando), eles sempre buscam um cabelo liso, um nariz pequeno, um sorriso perfeito, uma bunda de nova loira do Tchan e peitos de melão maduro. (não estou generalizando).
E nós mulheres não nos importamos tanto com a beleza masculina, ele só não pode ser feio de tudo, se ele for engraçado e rico já conquistou 80% do nosso coração. (Agora sim eu estou generalizando).

Mas acho que ultimamente eu tenho aceitado o fato de ter nascido mulher, e de ter que usar roupas femininas, e ter que sentar com as pernas fechadas, e ter que depilar as pernas e fazer as unhas e ter que tentar ser bonita para não me sentir totalmente fora do jogo do amor -q

Bem, esse post está ficando enorme e tenho que imediatamente arranjar outro assunto para não finalizar com meu ódio a meu próprio sexo, por isso devo declarar que... crepúsculo fede.
E por ter essa opinião, acabo percebendo que talvez eu seja menos perturbada do que algumas pré-adolescentes totalmente doentes pelo Edward DaCÚllen.

domingo, 3 de janeiro de 2010

BAZZZZIIINGA!

TADAM! Podem voltar a soltar os fogos, a jogar confetes e a abrir os champagnes! Não, não é 2011 que chegou mais cedo, mas muito melhor... A JAZZ VOLTOU!
Ok, a introdução foi meio egocêntrica... mas quem se importa afinal?
Vamos direto ao assunto para esse post não se tornar um daqueles monstros com letras que eu costumo fazer.

Bem, como eu sou original e não sigo os clichês do cotidiano, decidi que não vou postar sobre ano novo ou natal, então guardem o espírito natalino para outro blog meia boca.



"A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento.
Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos."

By:
Wikipédia, a segunda maior fonte de sabedoria da historia, a primeira é o cérebro da Jazz.

Hipocrisia meus caros, esse é o tema de hoje, sim parece uma coisa séria que se vê em propagandas de partidos políticos, mas não se deixem enganar, não sou culta assim.

A palavra que esta cada dia mais vinculada com hipocrisia é ... educação.
Pois é, acho que vocês devem sentir na pele o que eu quero dizer aqui, todo natal, ano novo,ou qualquer outro tipo de comemorações com familiares, eu sou obrigada não só a participar como também a sorrir, sim, sem estar alegre, feliz, contente, ou com vontade de ir ao banheiro; eu sou obrigada a dar aquele sorriso grande do tipo "Nada nesse mundo me faria mais feliz do que ouvir todas essas crianças gritando juntas e ter de aguentar meus tios avós falando sobre as doenças da idade HE HE HE"

Bem, eu, como uma garota rebelde sem causa de 17 anos que se preze, não sigo essa ordem de sorrir sem estar com vontade, pelo óvio motivo de eu achar isso uma grande hipocrisia, e esse fato é considerado uma tremenda falta de educação para a minha família, que logo se põem em falar pelas minhas costas blasfemias como " A Jéssica é: emburrada, chata, sem graça, metida, manhosa, mimada e preguiçosa."
Talvez eu seja uma coisa ou outra dessas, mas não sou todas juntas!
Ou seja, eu tenho que ser hipócrita, assim como meu tio e minha avó são na maioria das vezes, para ser aceita pela minha família como uma moça educada e bem humorada.

Crianças por exemplo, eu não suporto crianças, eu tenho primos, e eu não odeio eles, na verdade eu os amo, porque eu não sou nenhum monstro maluco colorido odiador de criancinhas, mas eu nunca fui muito chegada, do tipo de ir abraçar e ficar fazendo caretas idiotas só pra arrancar algumas risadas babentas dos pirralhos. E a minha família vê isso como, mais uma vez, falta de educação, como se eu demonstrasse todo o meu desprezo pela criança simplesmente pelo fato de não cantar a musica tema do backyardgans com eles.

Pra mim isso está errado, totalmente errado. Ou talvez eu é que tenha que tentar ficar feliz com a gritaria das crianças, as fofocas das tias, as doenças dos tios avós e etc...
Ou posso usar super sarcasmo com eles, os fazendo acreditar que eu estou feliz por estar lá, e no final do dia sussurro um pequeno "BAZINGA!" pelas suas costas.


sábado, 10 de outubro de 2009

Detergente incolor não contém corante.

Ok, eu tenho 5 minutos antes da meia noite, por isso vou correr pra que minha promessa de postar todo sábado não seja quebrada e eu acabe amaldiçoada com brotoejas nas gengivas.

Estou meio aérea nesse momento porque meu controle da tv sumiu (os leprechauns atacaram novamente) e minha tv está ligada em um canal de música com o clipe do cine, que pessoa razoavelmente inteligente consegue produzir um trabalho eficiente com "garota radical" ao fundo? (é esse o nome da música?) Por falar nesse Cine, é impressão minha ou o mundo regrediu de uns anos pra cá? Mas regrediu MUITO.
Os caras tem voz de menina e as letras das músicas deles são sobre meninas ou seja é quase uma banda lésbica. Como conseguem ter tantos fãs?
Sem contar pelo fato de metade das músicas deles serem constituidas por "oh oh oh's", "yeah yeahs" e "babye's", isso só funciona nos beatles ok?

O mundo de hoje anda uma merda, não há mais nenhum grande acontecimento que marque nossa história, nenhuma grande descoberta, nenhuma ótima banda, nenhum ótimo movimento. O mundo de hoje é uma cópia regredida do passado, acho que a palavra regredida nem existe.
Só que hoje temos o aquecimento global, o fim do mundo que parece estar sempre proximo, os desastres naturais, a corrupção, e é claro que a violencia só piorou. Mas como vocês sabem, eu não sou o tipo de escritora mirim sem graça mal sucedida de internet que fala sobre os problemas do mundo, eu falo sobre as coisas fúteis, então voltando ao assunto central...

O que eu fiz nessa semana, foi uma coisa muito básica na verdade...
minha vó me mandou ir até o supermercado, eu estava passeando infleiz pelo corredor das coisas pra limpeza para pegar um detergente incolor pra minha vó,e sem querer deixei ele cair da prateleira. Ele foi rolando, rolando e rolando pelo chão e entrou por uma porta que estava semi aberta, eu fiquei com medo de entrar pra pegar, mas era o ultimo detergente incolor da prateleira e minha vó só aceita se for incolor. (Enjoadinha)


Eu abri a porta e dava pra um corredor, avistei o detergente rolando e rolando pelo corredor cumprido, e corri pra alcança-lo, estava tudo escuro, de repente as luzes se acenderam e eu dei de cara com um velho de cabelos brancos arrepiados, estilo Einstein, sacas?
Ele me contou que estava construindo uma máquina do tempo em um carro que o neto dele tinha comprado por prestação, e ele perguntou se eu gostaria de viajar no tempo com ele, e eu sabiamente respondi "Vamo nessa velhote".

Ele me levou pra passear por todas as épocas marcantes e legais... e eu fiquei realmente triste quando comparei essas épocas tão divertidas com os dias de hoje. Nos anos 60 nós tivemos os beatles, os bailinhos divertidos, as lanchonetes legais, as roupas engraçadas... na verdade nem foram só os beatles, a música em sí era legal.
Nos anos 70 tivemos o punk, nem preciso comentar o quão divertido foi passar as madrugadas na rua, ir no show dos sex pistols e vomitar repolho nos banheiros públicos. (sou tão bom exemplo.)
Nos 80 foi a época das discotecas, do brilho, e da felicidade, compramos 3 calças bocas de sino de cores diferentes pra cada um e caprichamos no black power.
Nos 90 fomos nos shows do nirvana, sonic youth e pearl jam,rasgamos nossas calças,pegamos algumas blusas xadrez que o filho do velho tinha no porta malas e ensebamos nosso cabelo com óleo de motor.

Foram os melhores dias da minha vida.
Mas tivemos que voltar né, me despedi do velho e peguei meu detergente incolor, fiquei pensando seriamente enquanto esperava minha vez na fila do caixa "O que nós temos agora?"
Bandas lésbicas de meninos, cujas calças são tão apertadas que os fazem cantar fino, Mulheres que afirmam ter "o troço" (Lady Gaga), sem contar naquelas bandinhas novas que tem tudo música igual, e os seguidores dessas bandas, aquele povo que sai de casa com a toalha da mesa amarrada no pescoço, com os óculos quebrados que acharam no baú de lembranças dos avós, calças estilo "aperta bolas" e aqueles tênis com as cores do semáforo.

Bem, voltei no supermercado hoje pra comprar uma farinha láctea, e alguns rolos de papel higienico, e acabei entrando pelo corredor novamente, o velho me disse que só tinha combustivel pra uma ultima viagem, e eu pedi pra que dessa vez fossemos para o futuro, vou dar um spoiler pra voces... não tinha futuro.

domingo, 4 de outubro de 2009

Post gigante feliz.

Olá caros 10 amigos que leem meu blog por pena, preciso me desculpar por não ter postado antes de ontem, caso não tenham visto o resultado da enquete foi sábado, então minhas postagens semanais serão todo fucking sábado. Tratem de marcar em suas agendas florais que todo sábado terão novos posts felizes dessa maravilhosa menina.

Voltando, me desculpem por não ter postado antes de ontem, realmente não deu tempo, mas eu prometo que isso somente se repetirá caso meu quarto seja invadido por zumbis-aliens-fãs da Madonna cujo objetivo seja acabar com a vida na terra deixando somente a musa pop viver, de um modo que ela possa brilhar mais ainda nesse planetinha nojento; ou, se eu me esquecer de postar novamente, caso nada disso ocorra, eu prometo postar todo sábado, se é que vocês realmente se importam, mas chega de papo furado e vamos pro que importa nessa merda toda aqui.
Sei que prometi aventuras super legais, mas infelizmente terei de decepcioná-los, é nessa parte do post que vocês sussuram com desprezo: "óh, que surpresa."

Minha semana não foi lá dessas coisas, segunda feira eu tive uma insônia ferrada e eu ia ter que acordar cedo pra merda da prova de química. Agora imaginem a cena em suas pequenas mentes imaginativas e sebosas ... o despertador ficava tic-tac tic-tac tic -tac... eu rolava de um lado pro outro na cama tentando me sentir confortável, até que o barulho do relógio ficou tão insuportável que eu não aguentei e o matei ( tirei as pilhas) o barulho sumiu, estava quase conseguindo pensar em quase dormir quando minha perna começou a coçar... quando eu acabei de coçar a perna minhas costas começaram, e quando eu acabei com as costas, meus braços começaram também, e assim vai, foi um verdadeiro festival de pó de mico, parecia que um orangotango da malásia foragido do circo tinha tirado uma soneca na minha cama e a enchido toda de pulgas malásianas.

A coceira continuou e minha perna ja devia estar em carne viva, digna de maquiagem zumbi, foi então que resolvi levantar um pouco pra relaxar, fui até a cozinha pegar um copo de água, tentando ser o mais silenciosa possível, mas acabei escorregando no corredor e caindo de bunda.

É impressionante... sempre que eu tento fazer o mínimo de barulho possivel, uma orquestra sinfônica se instala dentro de mim.
Eu levantei de levinho pra não acordar a Maria (Maria é a "empregada/amiga da minha vó" que fala mais que a fucking preta do leite e mora no meu sofá). Voltei pra cama e quando estava começando a cair no sono eu ouço um barulho infernal vindo da sala, e era meu maldito gato, o maldito Tom, só dava eu gritando pela sala "GATO POSSUIDO DA PORRA".

Tive que levantar e ir abrir a porta pra ele sair pra rua (pois é, meu gato tem mais vida social que eu). Já devem ter imaginado minha nota na prova de química....

Eu tive que correr pra me arrumar pra escola porque eu acordei em cima da hora com a minha vó gritando, já que eu tinha tirado as pilhas da droga do despertador barulhento.

Foi aí que eu comecei a procurar meu piercing, cara, tudo some nessa casa, tudo, eu tinha guardado meu piercing dentro do meu criado mudo dentro de uma caixinha de anel -q E quando eu abri a droga da caixinha só tinha uma bolinha lá dentro, só fui achar o piercing tempos depois e estava debaixo do meu guarda roupa, como aquela merda foi parar lá?
Além do meu piercing, a toalha da minha vó, os chinelos da Maria, e minhas 3 presilhas de florzinha sumiram, misteriosamente, ah e minha borracha também, logo depois de eu dizer "Nossa, como eu gosto dessa borracha" ela caiu no chão e eu pensei "depois eu pego", mas ela não estava mais lá, nem em lugar algum, é sempre assim, quando eu digo que gosto de algo, alguma coisa ruim acontece com esse algo, sempre que eu penso "óh, como eu estou satisfeita com meu piercing"a bolinha dele cai e rola pra debaixo de algum móvel super pesado e demoram décadas pra conseguir tirar a bolinha de lá.

Isso também acontece com meus personagens favoritos, sejam de desenhos, seriados, filmes, revistinhas, livros, basta eu dizer "Puxa, este será meu personagem favorito" e TCHAN ele se ferra, tipo o Fred e o George, nem precisa falar, o Fred que eu amava morreu e o George que eu gostava perdeu a orelha, o Chris do skins morreu também, de tantos personagens eu escolhi ele pra ser meu favorito e ele vai e morre. Os personagens devem ter medo de quando eu digo "vejamos quem será meu favorito..." eles logo enlouquecem e saem correndo pra tudo quanto é lado tentando escapar do seu futuro terrivel, mas voltando ao caso dos meus objetos desaparecidos...

Como tudo anda sumindo eu cheguei a conclusão de que minha casa é assombrada, sério, e voces vão concordar comigo quando eu contar essa historia aqui ->
Outro dia eu estava almoçando com a minha vó e com o meu tio e com a Maria que não parava de falar com um monte de frango na boca, ai eu fui pegar gelo no congelador porque a coca tava quente, eu comecei a derreter o gelo feliz com a água da torneira pra ver se alguns soltavam, foi ai que soltou um, e tinha algo estranho dentro dele, eu comecei a derreter ele desesperadamente pra saber o que tinha dentro, e foi quando eu percebi que era um papel -QQQ . No papel tava escrito "Maria algumacoisa"em letra redonda e grande, e cor-de-rosa. Não era letra minha, não era do meu tio (porque a dele é de forma) e nem da minha vó porque a dela é totalmente igual a minha, e com certeza não era da Maria porque ela não sabe escrever -q.

Todos ficaram surpresos.

De duas ou uma, ou minha casa é assombrada ou eu sou sonambula. (nenhuma das duas alternativas me contentam.) Ou vai ver tem leprechauns em casa,sim, aposto que são leprechauns!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Boring life

Caraca, a quanto tempo eu não venho despejar minhas idéias e palavras inúteis aqui?
A verdade é que eu ando com medo de postar alguma coisa, ando sem idéias e com preguiça de fazer piadas, e penso, "se vou postar algo chato e sem graça, melhor não postar e deixar meus outros textos felizes reinarem."
Eu mudei bastante, toda essa pressão de vestibular, Enem, solidão, tédio, problemas, carência, e sem falar na necessidade de fazer algo novo e divertido, está me deixando louca.
Ando com muito tédio, as vezes eu fico pensando, cara... como a vida é enteadiante pros que não tem dinheiro pra andar pelo mundo e fugir pra lugares diferentes.
Eu vivo em santos, uma cidade que pra muitos é cenário de férias e diversão, mas pra mim, é pura chatice.
O que eu tenho? A praia... a praia é um lugar legal, eu acho bonita e tals, mas eu não gosto de ficar lá torrando no sol, me empanturrar com besteiras que aqueles caras vestidos de personagem temático de desenhos animados vendem, entrar naquela água coberta por camisinhas e outros materias suspeitos e observar aquelas velhas de 83 anos, flácidas e enormes usarem aqueles fios dentais que deveriam ser proibidos por lei pra qualquer um que não seja a Gisele Bundchen.

Além da praia aqui tem algumas boates, tipo a Moby (Moby Dick, isso mesmo) que é em formato de uma baleia, parece um lugar feliz falando assim, mas o que rola lá dentro nem é tão feliz assim, baladas são chatas, e eu continuo assinando em baixo de quem diz que não sabe o que as pessoas veem nessa merda de balada, as pessoas mal conseguem se falar lá dentro, de tão alta que a música é, os ouvidos quase sangram e seus órgãos quase são expelidos pra fora do corpo.

O que eu queria mesmo fazer é rodar por ai, por outros lugares, cidade se países, viver viajando e conhecendo pessoas, parar pra comer naqueles restaurantes de beira de estrada que são os únicos á quilómetros, com um nome engraçado do tipo "Cantinho da panqueca matutina", com aquele touro mecânico e com campeonatos de queda de braço, e banheiros extremamente sujos.

Daí iria para o México, compraria um sombreiro e um poncho e iria dançar a noite inteira, depois iria naquelas lutas livres mexicanas que tem aqueles lutadores mascarados com nomes do tipo "Cucaracha negra".
Trabalharia num circo e faria amizade com os palhaços e apostaria todo meu dinheiro num jogo de tranca e seria obrigada a pegar meu carro velho e voltar para Santos, mas pelo menos teria tido alguma aventura na vida.



segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Futilidades mágicas de sonhos mirabolantes.

Olá caros leitores dessa fonte de cultura chamado Blog da Jazz.
Peguem suas pipocas, vão ao banheiro, passem pastas de dentes nas sobrancelhas, porque o entretenimento começa em 5... 4... 3... ok, pula logo ali pra baixo e começa a ler essa merda.

Olá pessoas sem vida (é, eu sei olha quem fala).
Meus posts andam meio tristes e sonolentos provavelmente pelo fato de eu estar indo dormir as 3 da manhã, o engraçado é que nesses dias em que eu ando dormindo tão tarde, os meus sonhos andam sendo os melhores.

Não há nada comparado com sonhar, talvez tomar leite condensado pelo nariz, mas como eu nunca fiz isso, posso dizer sonhar é incomparável com qualquer coisa no mundo.

A gente se transporta para lugares mágicos (parece até coisa de maconheiro ou fã de Harry Potter).
Viramos animais, usamos roupas de Peter Pan, e lutamos contra piratas malvados, onde mais além da parada gay poderiamos fazer isso?

Ontem eu sonhei com o Ed, se você me conhece bem (e provavelmente conhece, porque só meus amigos puxa saco leem meu blog) você sabe quem o Ed é.
Se não, eu explicarei:
Edgard aka Ed, é um jovem de 21 anos que faz animações e redite em Salt Lake City, Utah, também dono de uma das contas mais legais do deviantart. (um site de art, duh)
Ele é provavelmente a pessoa mais criativa, engraçada e fofinha que meus olhos indignos já avistaram (nunca ao vivo), e eu sou completamente apaixonada por ele desde os 15 anos.
Pena que ele me trata como uma fã louca qualquer.

Bem, o negócio é que eu sonhei com ele ontem, no sonho ele era meu super amigo, e eu tinha ele adicionado no msn, aí eu cheguei pra ele e disse que precisava achar uma banana (?)
E como uma demonstração de amor e afeto ele escreveu no subnick "Procurando bananas para uma pessoa especial". É, sonhos são legais, mas definitivamente estranhos.

Daí nos encontramos numa feira, e do nada ele virou o Harry Potter, ele entrou num portal e me jogou o ultimo livro do Harry Potter e disse -"Leia, você saberá como me encontrar".
Aí eu acordei.
Isso significa que eu tenho que ler o ultimo livro do Harry Potter o mais rápido possível, ou que eu preciso cortar o nivel de açucar das minhas refeições diárias.

No sonho seguinte eu estava em uma premiação do Oscar, e todo o elenco do Harry Potter estava lá (é, eu ando pensando muito em Harry Potter ultimamente), aí eu comecei a procurar aqueles dois lindos gemeos chamados James e Oliver Phelps, (O Fred e o George, duh).
Novamente se você me conhece bem, sabe que eu sou apaixonada por eles também.

Eu os encontrei sentados numa feileira qualquer e eles abriram espaço pra eu sentar no meio dos dois. rer
Depois do Oscar fomos todos pra uma mansão nos arrumar pra uma festa loucona que ia ter, a Marimoon estava lá fazendo chapinha e maquiagem nas meninas. (wut)
E uma das garotas me perguntou -"Eai Jéssica, qual é o lance dos dois gemeos ao mesmo tempo?" lol
Aí eu respondi -"Ah, vocês sabem que eu sou gananciosa" Super papo de porstibulo do velho oeste.
E quando a gente estava indo pra festa, eu dando um braço pra cada um, eu acordei ... eu fucking acordei!

Acho que é tudo planejado, consigo até imaginar um cara baixinho e gorducho com barba de fim de tarde sentando em uma grande poltrona dentro do meu cérebro e ditando para funcionários com capacetes amarelos -"Regra numero um, seus incompetentes de merda, quando o sonho começar a ficar bom, a gente corta ele *fazendo gesto de corta* sacaram?"

Mas creio que todos esses sonhos que eu ando tendo se baseiam em uma coisa, famoso.
Esses dias eu criei um twitter e de vem em nunca eu mandava algumas mensagens prum povo famoso, mas eles nunca me responderam, nem uma alma viva, nem mortal, nem cadáver nem mesmo uma sujeirinha de caneca, nada, nem mesmo um "hehe you're stupid" de consolação.

No mesmo dia eu me deparei com comunidade daquela guria, a Zoe Kimball, e fiquei pensando... porque todas as garotinhas amam ela?

Ela nunca fez nada demais pro mundo, apenas nasceu perfeita e rica, e tirou fotos disso.
E o mesmo é com bandas, cantores, e artistas, como os gemeos alí, porque todo mundo quer a atenção dessas pessoas?
Pra que ser fã de gente que nem sabe da nossa existencia?

Seria uma forma de gratidão pelas musicas que você tanto ama, pelos filmes que você tem orgulho de dizer que é fã, ou algo assim?
Tipo "valeu aí James Phelps pelo novo filme do Harry Potter, sem você não teria como eu ver o Fred morrer".

É muito estranho o modo como a gente se rebaixa tanto, achamos que os famosos são tipo... mutantes especiais e mais que merecedores do nossos suor e lágrimas, enquanto eles nem sequer nos respondem em uma página ridicula da internet.
Aí vem gente me dizer que eles são muito ocupados e que tem muitos fãs pra responder e blablabla, engraçado, eles tem tempo pra dizer -"Joguei Cricket hoje lolz", mas não podem nem se quer responder um "oi, obrigada" ou "não quero falar com você seu pedaço de barro de favela" e fazer um ctrl-c+ctrl-v em cada recado que recebem e pronto.

Mas a verdade é que quase nenhum deles liga pra nós, porque não passamos de lixo comparados ao elenco de gossip girl.
A verdade é que ninguem quer ser amigo de um zé ninguem feioso, ninguem quer o autógrafo de um vendedor de água, mesmo sabendo que sem ele, poderíamos morrer de sede nas viajens em familia caso ninguem tenha se lembrado de trazer uma ou a sua já esteja quente demais.
Ninguem quer tirar uma foto com um entregador de pizza, mesmo sabendo que sem ele você teria que sair da sua casa a noite até uma pizzaria e esperar uma década sentado numa cadeira de plastico desconfortável até sua pizza ficar pronta.
Ninguém quer o fio de cabelodo moço do gás, mesmo ele já tendo feito muito mais pela gente do que o Daniel Radcliff, sem ele morreriamos de fome ou teríamos que cozinhar tudo no microondas.

Nem mesmo todo esse povo famoso viveria sem essas pessoas que podem ser normais, mas nem por isso são menos importantes do que uma guziarinha de cabelo oxigenado que tira fotos fazendo caretas, ou do que gemeos de um filme de fantasia, ou do que aquele gatinho que toca baixo na sua banda favorita.

Ontem eu estava no carro da Thais e avistei no semáforo um palhaço fazendo malabarismos maneiros, então eu pensei "A Zoey Kimball não deve saber fazer isso".
Chamei ele na janela do carro e pedi um autógrafo.
Mas mesmo assim, continuo apaixonada pelo Ed, pelos gemeos e pelo guitarrista do Blur.

Conta do Ed no deviantart - Http://jazzthemuffin.blogspot.com
Video de aniversário para o Tiaguete. http://www.youtube.com/watch?v=aU8FceON4



sábado, 11 de julho de 2009

Metamorfose ambulante o cacete

ANTES DE VOCÊ LER ESSE POST SAIBA QUE ELE É ENORME, SE FOR LER COMPROMETA-SE DE TERMINAR, E SE FOR SE COMPROMETER, COMENTE.
ATENCIOSAMENTE
...

LA SOMBRA NEGRA.

Bom dia, boa tarde, boa noite, já que não sei que horas serão quando você estiver lendo isso, vou avisar desde já que esse post não será dos melhores, porque só vim escrever alguma merda aqui porque esse blog esta mais abandonado do que a minha dignidade.

Bem...eu decidi que vou excluir meu blog, cortar meu cabelo igual ao do Silvio Santos, comprar roupas rosa choque e me vender na esquina de casa... ok, obvio que eu estou brincando, nunca usaria roupas rosa choque. Mas o que eu quis passar com essa piada sem graça é que mudar é uma merda.
As pessoas mudam do nada, sem nem avisar antes, como de um raio explosivo colorido elas surgem totalmente modificadas, algumas bandas por aí por exemplo, faziam musicas tão legais e agora são só mais uma banda no meio de milhares de outras de péssimo gosto, é uma mesmisse, porque as pessoas se cansam delas mesmas, essa é a verdade, existe uma certa nescessidade de se aceitar, e quando elas percebem que não aguentam mais elas mesmas, acabam mudando, aí me vem aquele cara estranho cantando aquela musica "eu prefiro ser, uma metamorfose ambulante" ele disse isso, e morreu de um ataque cardíaco em virtude de problemas causados pela bebida.
Tudo bem, eu já mudei varias vezes também, mas vamos classificar as mudanças em dois estágios, temos a Mudança positiva, e a Mudança negativa. Um exemplo de mudança positiva : quando eu estava na oitava série eu era totalmente emo, sim, muito, ok nem tanto porque eu não fazia chapinha nem desenhava lágrimas nos olhos, mas eu usava meias pretas até o joelho, saias estranhas, tic tacs nos cabelos e pintava as unhas de preto, certo... essa confisão talvez acabe com a minha super e brilhante reputação, mas faço tudo por mais comentários no post -q Bem, no primeiro ano eu mudei, eu virei uma loser sem esmalte, sem presilhas no cabelo, com roupas apagadas e meias brancas de tamanho normal. Isso foi uma mudança positiva.... ou não. Agora uma mudança negativa: A Avril Lavigne, quando eu estava lá na quinta, sexta série, eu amava a essa perua murcha. Agora eu não amo mais. Isso foi uma mudança boa. Agora, uma mudança ruim foi a Avril Lavigne se transformar em uma puta amante do rosa. Ela não era lá essas coisas, na verdade não passava de uma garotinha com roupas de menino, cara de lésbica e que provavelmente se vestia no escuro, pagando de rebelde punk do mau: "Oi eu não tomo banho, não troco de roupa, usa minhas meias sujas como munhequeira, como baratas, ando de skate, arroto na cara dos meus colegas e nunca peguei nenhum deles hehehe", ok ela era bem péssima, mas eu gostava das musicas dela, eram fofinhas e bonitinhas e legalzinhas, agora ela é uma mulher estranha de cabelo branco com mexas bem "ui estorei minha caneta bic rosa na cabeça" e em todo show dela tem porpurina de cores gays e caveiras de lacinho igual ao daquela cachorrinha priscila, pra tudo quanto é lado.
Vou contar pra vocês a historia de uma amizade bonita que acabou virando uma desamizade não bonita -q
Eu tinha uma amiga na minha classe no primeiro ano, e eu realmente achava que ela era bem legal e suportavelmente amistosa. A gente tinha uma historia em quadrinhos juntas de crianças superpoderosas que estudavam num colégio subterrâneo, ok não é lá um dos melhores roteiros do mundo, tá, nem chega a ser um dos piores de tão ruim, maaas agente gostava dele. Eu ia na casa dela e ficava lá conversando e dando risadas felizes. Era uma amizade super legal. Ela gostava de simple plan, simple plan chega a ser um pouco pior que Avril Lavigne -qqqq mas ela gostava, e fantasma da ópera também, ela usava umas tocas engraçadas no cabelo, ficavam legais nela por causa do cabelo enroladinho. No segundo ano, ela tirou as tocas legais e alisou o cabelo, as listas de música do celular dela iam de falamansa a banda revelação, e bem, ela quase nem olhava mais na minha cara. E porque isso? Pra que mudar tanto assim do dia pra noite? Agora, a minha amiga que virou de uma pessoa legal e engraçada pra uma pessoa efusiva de péssimo gosto musical que usa girias como "A+" e "Brexa" e vive cheia de pulseirinhas com as cores da Jamaica e com brincos enormes de madeira. Isso me desgasta o estômago. Outro dia tentei puxar papo com ela no msn dizendo que eu tinha visto o fantasma da ópera né, eu vi mesmo não menti, não estou tão desesperada para retomar a amizade ok.... e ela disse "É chato demais, eu sei". E eu espantada disse "Como você mudou, você amava isso" e ela disse "Mudei pra melhor". Certo... hm... o conceito mundial de "melhor" mudou ou ela realmente acha que a mudança de menina bacana pra amante da jamaica foi positiva? Certo, o que aprendemos com isso é que nunca, jamais, devemos dizer que nunca vamos fazer uma coisa, porque acabamos fazendo, ou não, acho que essa regra só se prega pra pessoas sem massa cefálica.
Mas ao meio de todas essas mudanças, eu percebi que eu também preciso mudar, a verdade é que eu me detesto, prontofalei. Eu sou muito sem graça, quem me conhece internerdisticamente pode até me achar bacaninha, mas vamos dizer que eu não sou bacaninha, quando eu conheço alguem de cara, eu tenho medo de contar piadas ou de dar a minha opinião sobre as coisas, eu só consigo ser realmente eu depois da terceira vez que eu falo com a pessoa, eu queria ser mais legal. E a pior coisa sobre mim (além de eu ter sido emo na oitava série e ter gostado de avril lavigne na quinta) eu sou o tipo de pessoa que fica muito triste por coisas ridiculas, se alguem tira sarro de mim, se alguem fala mal de mim, alguma coisa inutil assim, eu fico muito mal por décadas, eu queria ser alguém que dissesse "foda-se o que você pensa".
Esses dias eu vi uma entrevista antigona com o johnny rotten dos sex pistols, ok, "os cults do clube odeio sex pistols" podem estar pensando agora "Pff, sex pistols, pff johnny rotten aqueles punksinhos de bar falido que na verdade fingiam ser punks", mas esperem eu terminar, não me importa se ele falava a verdade ou não, o importante é que eu queria ser do jeito que ele é ou finge ser naquele video, vou postar ele aqui depois, é simplesmente fantastico, talvez ele tivesse sido muito rude com o reporter, mas eu queria ser um pouco mais rude pra quem me irritasse, queria sorrir só quando eu realmente estou com vontade e mandar se fuder quem me julgar de seja lá o que for, mas pena que eu não passo de uma menina ridicula que liga pro que os outros pensam, queria fazer cirurgia de personalidade.
Bem, a conclusão que chegamos deste post é, a Jazz é linda e ficaria uma graça de terninho.
Tá, a verdadeira conclusão é que mudanças tem um lado positivo e um negativo, se você realmente acha que você deve mudar, mude.
Mas mude positivamente, de assassino em massa que aprecia carne humana com camarão para um voluntario sorridente do hospital do câncer, e não de um voluntario sorridente do hospital do câncer para um assassino em massa que aprecia carne humana com camarão.

Vídeo do Johnny (veja mesmo se você odiar ele oks, se você não souber ingles nem adianta ver, seu NOOB! -q) - http://www.youtube.com/watch?v=QJm97o-4qYI






domingo, 3 de maio de 2009

Me irritando com a Irritante irritancia da vida.


Impressionante como eu fico irritada facil, me irrito com quase qualquer coisa, estou até me irritando com tanta descrição da minha irritação aqui, mas não tem nada que me irrite mais do que sair pra rua. Outro dia minha vó me "obrigou" a ir com ela pagar alguma coisa no banco, eu tava meio enjoada por causa de umas bolachas de chocolate que eu comi, e tinha faltado no curso de música pra dormir um pouco a tarde porque eu estava pre-ga-da, eu tinha tudo estrategicamente planejado... depois de dormir eu ia desenhar e depois ia dormir de novo, plano perfeito, mas tive que desistir de minha lista preciosa de afazeres pra ir com ela, e eu sei que sempre que eu saio com a minha vó eu me irrito, e muito. Ir no banco não é lá o fim do mundo, mas o que me irrita em bancos é aquela porta giratoria maldita, eu sou obrigada a desligar meu mp5, tirar meu relogio, aguardar por uma deixa pra entrar pela porta e esperar que ela não apite, depois tenho que recolocar meu relógio, e ligar meu mp5 de novo, uma coisa que demora muito, porque meu mp5 ta mais morto que sei lá o que, ele demora uns 5 minutos e meio pra ligar. A pior parte do banco, pegar senha, a minha senha é sempre "543"ou algo do gênero, e na maioria das vezes o numero em que está é tipo... "91", fiquei esperando enquanto via um documentario que tava passando sobre borboletas e casulos -q Chegou a vez da minha vó, e bem, pra nossa "sorte" ela tinha pego o boleto errado e não pode pagar a conta (ah é, tinha esquecido de contar que o azar é de familia). Depois do banco fomos no shopping pagar a caixa, caixa é outro banco, ou seja dá na mesma, e lá fui eu pela porta giratória novamente. Esperei minha vó passar pela fila pra pagar o que tinha que pagar, mas o mais irritante é que os "cobradores" contam o dinheiro umas 4 vezes no mínimo, como se estivessem duvidando da capacidade da minha vó em ser honesta e dar o dinheiro certo. Bem, depois do banco eu estava um pouco menos irritada porque ia pra casa, e casa aqui é sinonimo de felicidade, mas quando saí do shopping, o sol que estava lá fora era totalmente insuportável, mesmo, mesmo, mesmo. Tipo, não dava pra abrir os olhos, cara, que tipo de outono é esse? Tentei andar olhando pro chão, sem falar uma palavra sequer, o que eu mais queria era chegar em casa, maaaaas minha vó encontrou uma conhecida na rua, ah... como eu odeio quando ela encontra conhecidos na rua. Ela fica horas conversando sobre quanta dor ela sente por causa do câncer, ou que remédios ela esta tomando, ou como ela passou a noite toda sem dormir, e isso é chato, ninguem em sã consciencia quer ficar ouvindo sobre como a vida de outra pessoa está sendo dificil e dolorosa e blablabla. "Ai maria, tomei aquele homeoprasol de novo, mas só piora a dor, e pra completar passei a noite toda em claro blablablabla..." e a mulher "é...é...uhum...", e eu "ai cacete, inferno, demonio", eu me sinto até mal falando assim, mas é irritante pra mim, eu vivo ouvindo as mesmas conversas, tenho todas de cor, acho que ela anda com tanta dor que é a unica coisa que ela consegue discutir, ela só fala disso com todo mundo, enxe o saco, mas bem... depois de alguns blablablas e uhuns , continuamos nosso percurso pra casa; pelo menos era o que eu esperava. Aí minha vó decide passar na farmácia. Fica lá conversando sobre mais doença, mais remédios e mais dores com os donos, como se conhecesse eles desde que o papa nasceu. Para minha sorte tinha uma cadeira na farmácia e eu fiquei deitada nela ouvindo musica até minha vó tomar a injeção e parar de falar pra gente finalmente ir pra casa. Quando ela saiu da farmácia ela disse "vamos passar ali no supermercado pegar umas coisinhas". E mais do que farmacias, bancos, ou filas do INSS, supermercado é o lugar que eu mais odeio no mundo, ok, não vou exagerar, mas dos lugares que eu conheço até agora, o supermercado é o que eu mais odeio. Ela demorou uns 15 minutos pra escolher umas laranjas, que pra mim pareciam todas exatamente iguais, e eu ficava tentando desviar de uma velinha meio caduca que ficava pra lá e pra cá falando dos preços dos nuggets. Então eu avistei uma lata de farinha lactea, e fazia tempo que ela não comprava farinha lactea, e eu gosto de farinha lactea, então, eu pedi pra ela comprar farinha lactea, ela disse que tudo bem, eu peguei uma da nestlé, e ela perguntou quanto tava, e era 7 dinheiros, ok meio cara pra uma papa de cor estranha, mas a mais barata que tinha era uma daquelas que a marca é do proprio supermercado sacas? e tinha uma figura de um menino com um nariz que mais parecia um terceiro olho, super mal desenhado andando num skate roxo gay. Eu abri e o cheiro era nojento, e eu disse que não ia levar a mais barata, aí ela fez uma careta pra mim do tipo "voce sempre escolhe as coisas mais caras blablabla" e eu disse, não precisa levar nenhuma, e coloquei de volta, e ela arrancou da minha mão e pos no carrinho, e eu disse "não precisa" e ela disse "não vamos discutir isso aqui", odeio quando ela diz isso porque sempre, sempre, que ela me força a levar alguma coisa que eu pedi, ela concerteza vai jogar na minha cara depois, do tipo "Eu comprei aquela farinha láctea de 7 reais pra você, e é assim que voce me trata?" tá, não exatamente com essas palavras, mas deu pra entender. Nessa altura eu ja estava quase vomitando na velinha dos nuggets, e a fila como sempre era um tanto grande. Depois de enfrentar a fila, tive que empacotar as compras, outra coisa que me irrita em supermercados, tanta gente precisando de emprego, e nao colocam empacotadores que prestem, hoje não tinha um unico empacotador, tive que colocar tudo nas sacolas, e eu nao sou lá muito boa nisso, acabei misturando o refrigerante com salsinha e por ai vai. Quando cheguei em casa ainda tive que desempacotar tudo e colocar na geladeira, depois me perguntam porque eu não gosto de ajudar minha vó. Post escrito a muito tempo atras que eu quis colocar agora por falta de outros posts para serem colocados agora. -q
Ps: Eu amo minha vó, ok. <3